sábado, 31 de dezembro de 2011

Oscar Wilde: 10 Aforismos sobre a Vida

foto de Joba Tridente - Oscar Wilde - Aforismos Vida

Oscar Wilde: 10 Aforismos sobre a Vida

Em 2010 foram comemorados os 110 anos da morte do escritor Oscar Wilde (16/10/1854 - 30/11/1900), mestre do sarcasmo inglês: A única pessoa no mundo que gostaria de conhecer profundamente sou eu mesmo, mas por enquanto não vejo a menor possibilidade de isso acontecer. Em 2011 se comemora 110 anos da publicação de Aphorisms. Durante o ano fiz algumas postagens de alguns dos meus favoritos. Neste 31.12.2011, a última dos 10 Aforismos.

01 - É uma pena que nós levemos tão a sério as lições da vida somente quando já não nos servem para nada.

02 - Há horas em que a pessoa se vê forçada a escolher entre viver a sua própria vida inteira, plena e completa, ou então levar adiante uma existência falsa, vergonhosa e infame conforme o mundo, em sua hipocrisia, exige.

03 - Hoje em dia conhecemos o preço de tudo e o valor de nada.

04 - Adoro as coisas simples. Elas são o último refúgio de um espírito complexo.

05 - Experiência é o nome que todos dão aos seus próprios erros.

06 - O egoísmo não consiste em vivermos conforme os nossos desejos, mas sim em exigirmos que os outros vivam da forma que nós gostaríamos. O altruísmo consiste em deixarmos todo o mundo viver do jeito que bem quiser.

07 - Para conhecermos, mesmo superficialmente, a nós mesmos, precisamos conhecer profundamente os outros.

08 - A única coisa de que podemos ter certeza acerca da natureza humana é que ela muda.

09 - Sem dinheiro de nada adianta ser um rapaz simpático.

10 - Todos nós estamos na lama, mas alguns sabem ver as estrelas.

Estes Aforismos têm como base o livro Oscar Wilde - Aforismos, com tradução de Mario Fondelli para Clássicos Econômicos Newton.

Foto de Joba Tridente: Teto.2011

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Joba Tridente: Tempo

ilustração de Joba Tridente: Tempo - Falas ao Acaso

tudo passa
depois da infância
rápido demais
na velhice
mera lembrança

Paraná Interior. Joba Tridente. Outubro.2011
Ilustração: Joba Tridente


segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Almir Correia: Poemas sapecas, rimas traquinas


Estes três adoráveis poemas são do livro Poemas sapecas, rimas traquinas, do escritor e cineasta Almir Correia. A obra, que já está na 7ª. Edição, pela Editora Formato, recebeu o Prêmio APCA de Melhor Livro Infantil de Poesia - 1997, e o selo da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil: Altamente Recomendável para Crianças. Ele foi ilustrado por Regina Miranda e tem um projeto gráfico muito bacana.

Codorninha do sertão

Codorninha do sertão
bota um ovo na lua
bota outro no chão.
Bota aqui
bota acolá
bota até em Bagdá.
Bota na bota do vaqueiro
bota bota bota
o dia inteiro.
E às vezes
devido ao vento

desbota um lamento.


Insônia coletiva

Os carneirinhos que eu contava
contavam-me também.
Pra eles eu já era mil
pra mim eles só eram cem.

Pulávamos arame farpado
até perder a conta
pra depois deitar no gramado
embaixo da lua tonta.


Espantalho

Homem de palha
coração de capim
vai embora
aos pouquinhos
no bico dos passarinhos
e fim


Almir Correia é premiado escritor e diretor de cinema de ficção e de animação. Criador da série de animação Carrapatos e Catapultas, apresentado pela TV Cultura, de São Paulo, e atualmente por ser vista no Cartoon Network. Entre seus livros estão: Poemas malandrinhos; Poemas sapecas: rimas traquinas; Anúncios amorosos dos bichos; O leão camaleão; Blog do sapo Frog; Enrola bola língua e vitrola; Anúncios carentes de bichos abandonados por gente; O menino com monstros nos dedos,; Mais meninos com monstros nos dedos; Monstros Monstrengos.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Oscar Wilde: 10 Aforismos sobre as Aparências

foto de Joba Tridente - hibiscus

Em 2010 foram comemorados os 110 anos da morte do escritor Oscar Wilde (16/10/1854 - 30/11/1900), mestre do sarcasmo inglês: A única pessoa no mundo que gostaria de conhecer profundamente sou eu mesmo, mas por enquanto não vejo a menor possibilidade de isso acontecer. Em 2011 se comemora 110 anos da publicação de Aphorisms. Durante todo o ano vou postar por aqui alguns dos meus favoritos.

01 - Antigamente ninguém pretendia ser melhor que o seu vizinho, ser melhor que o vizinho, aliás, era considerado algo muito feio; hoje em dia, com a nossa moderna mania da moral, todos devemos posar como modelos de pureza, de incorruptibilidade, e das outras sete virtudes humanas. E qual é o resultado? Todos escorregam e caem no gelo fino.

02 - Entre o santo e o pecador só há esta diferença: o santo tem passado, o pecador tem futuro.

03 - As piores coisas sempre são feitas com as melhores intenções.

04 - Podemos resistir a tudo exceto às tentações.

05 - É muito melhor ser bonito que bom; mas é melhor ser bom antes que ser feio.

06 - Escolho os meus amigos pela beleza, os meus conhecidos pela respeitabilidade e meus inimigos pela inteligência.

07 - Para apreciarmos a qualidade de um vinho e sabermos de que safra foi feito, não precisamos tomar um tonel inteiro.

08 - Todo mundo sabe compadecer o sofrimento de um amigo, mas é preciso ter uma alma realmente bonita para se apreciar o sucesso de um amigo.

09 - Toda vez que fazemos uma coisa realmente idiota somos movidos pelos motivos mais nobres.

10 - Cada efeito bonito que produzimos nos cria um inimigo; para ser popular, a pessoa precisa ser uma mediocridade.

Estes Aforismos têm como base o livro Oscar Wilde - Aforismos, com tradução de Mario Fondelli para Clássicos Econômicos Newton.

Foto de Joba Tridente: Flores.2011

sábado, 12 de novembro de 2011

Joba Tridente: Faixa de Girassóis

foto de Joba Tridente: Girassol

Houve um tempo em que as minhas viagens ao interior eram mais intensas. Conheci todo tipo de hotel, até os de beira de estrada. Conheci todo tipo de gente, até os que valem nada. Houve um tempo anterior...

1
Ela gostava de girassóis, como poderia gostar de rosas, margaridas ou jasmins. Ou também de flor de laranjeira, abóbora ou algodão. E ainda da flor roxa do maracujá. Mas amava tão somente os girassóis. Desde criança. Desenhava, pintava e bordava a planta comprida e estranha em tudo quanto botava as mãos. Adorava passear no campo, para ver a plantação. Às vezes levava uma amiga. De outras ia . No interior daquele tempo o perigo passava ao longe. O namorado conheceu assim, passeando fora da cidade. Antes que falassem de amor ela falou de girassóis. Não sabia explicar a sua paixão. Talvez a luminosidade do amarelo. Ou o tamanho das pétalas. E ainda o girar contínuo. Ele era bom ouvinte e bom amante. Mas não sabia de que planta gostar. Seria bom se tivesse uma preferida, mas não conhecia coisas de jardim. Tinha um pequeno armazém e sonhava com um hotel. Achava bonito gente estranha chegando e partindo. Às vezes trocando causos e até mesmo ficando amigo. Mas nunca pensou em partir. Gostava de saber do mundo assim, através das pessoas. Fazia parecer que o mundo era um grande livro cheio de histórias sem fim.

2
Ela que gostava dos girassóis se casou com ele que gostava de hotéis. Então, as pinturas e bordados viraram quadros que o marido mandou emoldurar e dependurar nas paredes do pequeno Hotel dos Girassóis. Os filhos chegaram, cresceram, estudaram e partiram. Apenas uma, que não se importava com girassóis, mas com cosméticos, ficou para cuidar dos velhos e do hotel, que também precisava de cuidados. A que ficou achava tudo muito antigo. Queria novidades mesmo ali, naquela lonjura. Via seções de decoração em revistas femininas e programas de televisão. Gostava do que lhe parecia moderno, no interior.

3
A mãe que pintava girassóis e o pai que construíra o hotel viam nos desejos da filha um orvalho adoçando a terra na manhã. Não compreenderam a tormenta que chegou ali atropelando os canteiros cultivados outrora com tanta dedicação. Numa manhã a velha escada de madeira foi atropelada por uma de ferro retorcido. No outro o piso de antigos ladrilhos ganhou carpete de madeira. Na sequência os quadros sumiram das paredes. Não combina com nada disse a decoradora para a filha que respondeu a lengalenga para os pais. Assim, num passe de mágica fajuta, o dourado sumiu do entre andares, da sala de espera e dos corredores. Ali os vários quadros forrados de girassóis eram a luz faltante do inverno. Neles alguns viajantes deixavam-se vagar até o aconchego da casa longe. Perdiam o temor da noite que caía rapidamente num lugar em que não tinham mais que laços comerciais, que nem sempre eram desatados. Não se preocupavam com a aurora que os punha de novo na estrada. Também procuravam os girassóis de óleo, acrílico, , algumas abelhas cansadas ou mesmo sem rumo e beija-flores distraídos. Agora, não mais a luz dourada irradiando pelos cômodos. Não mais.

4
A mãe que bordava girassóis cegou o na garganta, ao saber que em canto algum caberia um girassol, nem em arranjo artificial. O pai que aprendeu a amar os girassóis, como amava a mulher, sugeriu uma pequena faixa da flor no papel de parede do restaurante. A resposta cortou feito navalha. Ali era um lugar frequentado por hóspedes e, em sua maioria, machos. Para a decoradora, o homem, se macho, ou aproximado, não gosta do que lhe parece singelo. Gosta é do que lhe parece rústico e bruto. Delicadeza não é coisa de homem. Difícil saber quem a figura da caricatura em objeto.

5
Mãe e pai, hóspedes antigos, olham o amarelo envelhecido da parede e pisam no amarelo desbotado do carpete de madeira, nem de longe o tom do girassol. A faixa de madeira entre a tinta e o papel na sala do café, amanhece apenas madeira nua. O pai não tem certeza da nova casa sem passado, sem as lembranças de cada um. A mãe apenas queda triste a cada dia de não mais isso ou aquilo.

6
Ela, que adorava girassóis, talvez continue pintando e bordando a flor, mesmo com os olhos cansados e os dedos reumáticos. O pai talvez continue mandando emoldurar tudo como antigamente, mesmo que o destino seja o quarto de velharias, junto com os outros. A mãe, feito uma Penélope, talvez continue inventando arte para aplicar seus girassóis, como tecer um tapete, uma passadeira, repleta de girassóis, que jamais irá para o chão do hotel, mas que poderá lhe servir de mortalha. O pai, feito um Ulisses, repleto de memórias, talvez continue olhando para as entranhas do seu hotel onde agora tudo combina fria e estranhamente. Ambos trocarão olhares escondidos da filha, buscando lembranças anteriores aos sonhos. Temem que quando as encontrarem seja tarde demais.

7
Hoje é quase amanhã e isso é muito mais que ontem.

Joba Tridente.06.07.2000
Foto de Joba Tridente.30.10.2011

sábado, 29 de outubro de 2011

Joba Tridente: Vida, Morte e Ressurreição em O Etrusco


Recentemente postei sete trechos relacionados à formação escolar, extraídos do excepcional romance O Egípcio, de Mika Waltari (1908-1979). Agora, em homenagem ao Dia de Todos os Mortos, estou postando um fragmento de beleza impressionante, extraído do excelente romance histórico O Etrusco, também de Mika Waltari, publicado na edição brasileira de 1984, da Editora Itatiaia, com tradução de Olívia Krähenbühl. Tudo é uma questão do ponto que se avista!


Na própria cidade vi outro cenário que me comoveu estranhamente. Junto a uma parede havia uma fileira de bancas, a maioria das quais vendia, aos pobres, baratas urnas funerárias de cor vermelha. Em Caere, os mortos não eram enterrados como em Roma, mas eram cremados e suas cinzas enterradas em uma urna redonda que podia ser de dispendioso bronze decorado com belos desenhos, ou de simples barro vermelho, tal como a usavam os pobres. Somente a tampa trazia como asa alguma imagem canhestra.

Estava eu olhando para as urnas vermelhas, quando um pobre casal camponês, o homem e a mulher de mãos enlaçadas, chegou para escolher um lugar de repouso para sua falecida filha. Escolheram uma urna, cuja tampa trazia um galo cocoricando. Quando o viram, sorriram de alegria, e o homem tirou depressa da sacola uma moeda estampada, de cobre. Comprou sem regatear.

- Não é uma pechincha? — perguntou o oleiro, surpreendido.
O homem sacudiu a cabeça.
- A gente não regateia coisas sagradas, ó estrangeiro.
- Mas essa urna não é sagrada — insisti eu — É puro barro.
Pacientemente, o homem explicou:
- Não é sagrada quando sai do forno do oleiro, nem é sagrada enquanto se encontra nesta mesa. Mas quando as cinzas da filha desse pobre casal forem deitadas dentro dela e a tampa se fechar, a urna será sagrada. Essa a razão de seu preço modesto e fixo.

Esse modo de vender era antigrego e inteiramente novo para mim. Apontando o galo que cocoricava na tampa da urna, perguntei ao casal:
- Por que escolhestes justamente o galo? Não seria essa a imagem mais apropriada para um casamento?
Olharam-me atônitos, apontaram para o galo e disseram em uníssono:
- Mas ele está cantando!
- E por que canta? — perguntei.
A despeito da mágoa, ambos mutuamente se fitaram e sorriram misteriosamente. O homem pôs o braço em torno da cintura da mulher e disse-me como se o fizesse à mais estúpida das criaturas:
- O galo está anunciando a ressurreição.

Puseram de parte a urna e, com lágrimas nos olhos, fiquei olhando-os se afastarem. De que maneira comovedora e com que estranha penetração tais palavras me trespassaram o coração! É isto que Caere me faz lembrar. Nem eu podia com maior eficiência descrever a enorme diferença entre os mundos grego e etrusco, do que lembrando que, para os gregos, o galo é o símbolo da luxúria, e para os etruscos, da ressurreição.

capa da edição brasileira: Branca de Castro

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Joba Tridente: Cortejo



Este conto originou o curta-metragem Cortejo, que dirigi em parceria com Marcos Stankievicz Saboia, em 2008.

Todo dia chegava com o carro (tipo perua) coberto de flores. Às vezes manhã. Outras à tarde. Raramente à noite. Acreditava ser pra ela. Nunca perguntou de onde. Nunca perguntou por que. Bastavam-lhe o amor e as flores diariamente trocadas. Braçadas de cravos, margaridas, dálias, camélias, lírios, copos-de-leite, antúrios, rosas misturadas aos ramos de cedrinho. Todo dia, ou tarde ou, raramente, noite. Um amor florido. Um carro de amor fazendo inveja. Uma cama coberta de pétalas. Gozo alucinante no meio delas. Sexo perfumado. Vontade de nunca acabar.

Um dia distraído na cidade vizinha. Na rua um cortejo. Enterro e carpideiras. Na frente um carro coberto de flores e no meio delas um caixão. Um carro parecido com o outro. Nas flores o mesmo perfume misturado. Baixou os olhos e o motorista era o amado. Não sabia agente funerário. Nem sabia ser dali. Um aceno dele. Não respondido. Um sorriso dele. Não correspondido. Uma lágrima dela. Não vista.

Ali, a última vez dos dois.

Joba Tridente.25.09.1999
Ilustração e cartaz de JobaTridente 

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Frase do Ano... para todos os anos!‏



Os dois textos abaixo recebi através da Rede de Cultura Infância, que participo.  Foram enviados por Vanessa Gomsant,  que aproveitou e deu uma ótima continuidade. Eu concordo com os autores, por isso (re)publico aqui:

Já que colocam fotos de gente morta nos maços de cigarros, por que não colocar também:
- de gente obesa em pacotes de batata frita;
- de matadouros em bandejas de carne;
- de animais torturados nos cosméticos,
- de acidentes de trânsito nas garrafas e latas de bebidas alcoólicas;
- de gente sem teto nas contas de água e luz;
- e de políticos corruptos nas guias de recolhimento de impostos? 
autor (?)

(desconheço o autor... E importa??????)
Independente da autoria, apoio causa... E  ainda acrescento:
 Por que não
- fotos bem GRANDES e COLORIDAS de mendigos;
- de crianças famintas e exploradas;
- de analfabetos;
- de doentes nos corredores de hospitais;
- de traficantes e drogados;
- de indígenas assassinados;
- da desertificação da Amazônia;
- dos vazamentos de óleo nos mares e em animais;
 - de inundações e desmoronamentos (etc, etc, etc) 
expostas na ENTRADA PRINCIPAL de Bancos Financeiros, da Bolsa de Valores, do Congresso Nacional, do Tribunal de Justiça, da FIFA, da Casa Branca, do Palácio de Buckingham, da ONU, do Banco Mundial (etc, etc, etc) ????  

Vanessa Gomsant
arte  de Joba Tridente sobre ding Karagiozis

domingo, 25 de setembro de 2011

Joba Tridente: Roque Leon - II

ilustração de Joba Tridente: Roque Leon II - Falas ao Acaso

Passei pela década de 1970 marcando e sendo marcado. Morava no DF e escrevia nas entrelinhas para o Correio Braziliense. Um dia desapareci na noite. Fui trabalhar com cooperativismo, deixando, por hora, a Boca do Inferno, de lado. 

...da série mordaça

ROQUE LEON - II 
a Roque Leon

Rasquei o silêncio
Onde dormia o medo
Quando a solidão insólita
Urticando meu corpo quimérico
Evocou Deuses e Demônios..., e

Larvas bêbadas de lágrimas
Enlaçando (então) meu esqueleto
Orgiaram num frêmito louco e santo de prazer..., o
Nascer dorido da minha terceira morte


Joba Tridente: 15.10.1979
poema e ilustração: Joba Tridente

sábado, 24 de setembro de 2011

Roubaram a Bicicloteca


No Dia Mundial Sem O Carro, as praças de São Paulo amanhecem mais tristes, roubaram a Bicicloteca, durante uma entrevista.

Robson Mendonça, um senhor de 70 anos, não consegue mais dormir e passa mal.

O sonho, de uma vida toda, despedaçado.

Estamos fazendo um apelo geral para as pessoas cooperarem para sua devolução. 

Quem ver, conhecer ou tiver pistas para informar para gente.

A Bicicloteca faz um trabalho essencial na cidade de SP.Qualquer informação para contato@bicicloteca.com.br

Tuitem nas suas redes #roubobicicloteca



Lincoln Paiva
Instituto Mobilidade Verde
Presidente



Sobre a Bicicloteca

A “Bicicloteca” é uma biblioteca itinerante, um movimento independente existente em diversas comunidades brasileiras e em outros países, geralmente para pessoas sem acesso a biblioteca ou comunidades distantes dos centros, as quais utilizam a bicicleta como veículo para o transporte de livros. A Bicicloteca do Instituto Mobilidade Verde foi desenvolvida para atender moradores de rua através do Movimento Estadual da População em Situação de Rua. Trata-se de um triciclo com capacidade para 150 kg de livros que facilita o trânsito na cidade e o acesso de pessoas a cultura , o objetivo é facilitar o trabalho das comunidades que já atuam com cultura e inclusão social através da leitura.

O conceito de biblioteca itinerante nasceu da necessidade de levar cultura para as pessoas que por diversos motivos não tem acesso a biblioteca. Qualquer ONG que trabalha com população carente, poderá requerer uma Bicicloteca do IMV, bastando para isso o envio de uma solicitação formal ao Instituto Mobilidade Verde. O IMV vai priorizar aquelas que já trabalham com comunidades sem acesso a biblioteca, ou com população em situação de risco e que reúnam condições mínimas para conduzirem o veículo ( que não necessita de habilitação especial) , realizar a manutenção mensal e terem local para guardar a Bicicloteca com segurança. O Instituto realiza um treinamento sobre como abordar as pessoas e formas menos burocráticas para a doação de livros, a Bicicloteca do Instituto Mobilidade Verde tem um padrão diferente das Bibliotecas itinerantes convencionais, que emprestam livros, a ideia não é apenas emprestar livros, mas doá-los para uma outra pessoa apos leitura. O objetivo é formar leitores e que estes novos leitores doem seus livros para outras pessoas. Os livros serão carimbados para “lembrar” ao leitor de doá-los novamente, criando assim um ciclo de leitura permanente.

O programa vai monitorar as doações e realizar o cadastramento das pessoas, desta forma será Possível conhecer o paradeiro de pessoas que estão desaparecidas e abandonadas na cidade, respeitando o direito de cada indivíduo.

Quem quiser doar livros para a Biblioteca Itinerária poderá deixá-los na Biblioteca Mário de Andrade até o dia 25 de julho. Além do Movimento Estadual da População em Situação de Rua, outras ONGs serão contempladas com o triciclo até o final deste ano.

O projeto Bicicloteca do Movimento Estadual da População em Situação de Rua visa recuperar moradores de rua através da inclusão social pela leitura e pelo trabalho de inserção e assessoria jurídica e social que é parte do trabalho desenvolvido pelo Movimento criado por Robson Mendonça.

A ideia de criar uma Bicicloteca do IMV, nasceu da necessidade do Movimento Estadual de População em Situação de Rua em levar livros para os moradores de rua através de um veículo leve que poderia entrar em praças e locais de difícil acesso, que não necessitaria de um condutor com habilitação e que não gerasse custos com combustíveis e tivesse capacidade para levar a maior quantidade de livros possível.

A Secretaria do Verde e Meio Ambiente apóia o projeto de forma Institucional e a Biblioteca Mário de Andrade apóia através da cessão de espaço para a exposição da Bicicloteca até o evento de lançamento e com a doação de livros.

A Bicicloteda foi doada no dia 25 de julho às 16h ( Dia do Escritor).

Local: Biblioteca Municipal Mário de Andrade – Rua da Consolação, 94.

Doações poderão ser realizados na própria Biblioteca Mario de Andrade e no Instituto Mobilidade Verde ( Rua Bela Cintra 409 – Consolação).

Contato:
contato@bicicloteca.com.br
contato@mobilidadeverde.org


Transcrição e fotos do site Instituto Mobilidade Verde
http://institutomobilidadeverde.wordpress.com/bicicloteca/
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