Mostrando postagens com marcador Mordaça. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Mordaça. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 1 de maio de 2018

Joba Tridente: Verbo Sem Evolução


..., é um de maio de 2018. ..., já há alguns anos o cidadão brasileiro vem sofrendo com a grave crise sociopolítica e econômica que corrói o país de norte a sul e de leste a oeste. ..., a cada dia há menos luz no fim do túnel e menos horizonte à vista. ..., no meio da crise provocada pela arrogância e a cobiça, o cidadão comum. ..., é ano de eleições. ..., nos currais e pocilgas de todo o Brasil, os poderosos “senhores” servem a mesma lavagem aos seus acéfalos, acomodados no amém! Verbo Sem Evolução é um poema antigo, mas não parece.



... em verbo
nem tudo o que se conjuga se julga
em verbo ...


VERBO SEM EVOLUÇÃO
Joba Tridente
(da série Mordaça)

Eu sem isso.
Tu sem aquilo.
Ele na indiferença.

Eu sem teto.
Tu sem terra.
Ele no abrigo.

Eu sem sexo.
Tu sem família.
Ele no desejo.

Eu sem salário.
Tu sem comida.
Ele na dieta.

Eu sem escola.
Tu sem emprego.
Ele na fila.

Eu sem ferramenta.
Tu sem camisa.
Ele na rua.

Eu sem médico.
Tu sem remédio.
Ele no caixão.

Eu sem religião.
Tu sem.
Ele na encruzilhada.

Eu sem boca.
Tu sem olho.
Ele na escuta.

Eu sem governo.
Tu sem ordem.
Ele na arma.

... é verbo atemporal

*
ilustração de joba tridente.2018


Joba Tridente, artesão de imagens e de palavras em Verso: 25 Poemas Experimentais (1999); Quase Hai-Kai (1997, 1998 e 2004); em Antologias: Hiperconexões: Realidade Expandida – Sangue e Titânio (2017); Hiperconexões: Realidade Expandida (2015); 101 Poetas Paranaenses (2014); Ipê Amarelo, 26 Haicais; Ce que je vois de ma fenêtre - O que eu vejo da minha janela (2014); Ebulição da Escrivatura - 13 Poetas Impossíveis (1978); em Prosa: Fragmentos da História Antropofágica e Estapafúrdia de Um Índio Polaco da Tribo dos Stankienambás (2000); Cidades Minguantes (2001); O Vazio no Olho do Dragão (2001). Contos, poemas e artigos culturais publicados em diversos veículos de comunicação: Correio Braziliense, Jornal Nicolau, Gazeta do Povo, Revista Planeta, entre outros.

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Joba Tridente: Verbo Sem Evolução


... em verbo 
nem tudo o que se conjuga se julga 
em verbo ...


Verbo Sem Evolução
Joba Tridente
série Mordaça

Eu sem isso.
Tu sem aquilo.
Ele na indiferença.

Eu sem teto.
Tu sem terra.
Ele no abrigo.

Eu sem sexo.
Tu sem família.
Ele no desejo.

Eu sem salário.
Tu sem comida.
Ele na dieta.

Eu sem escola.
Tu sem emprego.
Ele na fila.

Eu sem ferramenta.
Tu sem camisa.
Ele na rua.

Eu sem médico.
Tu sem remédio.
Ele no caixão.

Eu sem religião.
Tu sem.
Ele na encruzilhada.

Eu sem boca.
Tu sem olho.
Ele na escuta.

Eu sem governo.
Tu sem ordem.
Ele na arma.

... é verbo atemporal

*
ilustração de Joba Tridente.2016


Joba Tridente em Verso: 25 Poemas Experimentais (1999); Quase Hai-Kai (1997, 1998 e 2004); em Antologias: Hiperconexões: Realidade Expandida (2015); 101 Poetas Paranaenses (2014); Ipê Amarelo, 26 Haicais; Ce que je vois de ma fenêtre - O que eu vejo da minha janela (2014); Ebulição da Escrivatura - 13 Poetas Impossíveis (1978); em Prosa: Fragmentos da História Antropofágica e Estapafúrdia de Um Índio Polaco da Tribo dos Stankienambás (2000); Cidades Minguantes (2001); O Vazio no Olho do Dragão (2001). Contos, poemas e artigos culturais publicados em diversos veículos de comunicação: Correio Braziliense, Jornal Nicolau, Gazeta do Povo, Revista Planeta, entre outros.

segunda-feira, 31 de março de 2014

Joba Tridente: 31

31
para TT Catalão

à hora zero
era
à zero hora
foram
à hora zero
causaram
à zero hora
casernaram
à hora zero
.............................................
indo ou vindo
indo ouvindo
o tic-tac-clic
no desterro
o tic-tac-glub
no porão
o tic-tac-bang
no ermo
o tic-tac-taco
no pau
indo ou vindo
indo ouvindo
.............................................
arara desencantada
arara desencapada
arara desembestada
arara desencadeada
arara desensinada
.............................................
céu daquele azul
aves desemparceiradas
chão daquele verde
aves desmembradas
água daquele branco
aves desditosas
.............................................
casa sem leme
casa furta-cor
casa sem lema
.............................................
31 tic-tac 31 tac-tic: 31!
31 clic-clac 31 clac-clic: 31!
ai! ai! ai! 
ai! ai! ai! ai!
ai! ai! ai! ai! ai! 
ai! ai!ai! ai!ai! ai! ai!
ai! ai!ai! ai! ai! 
ai! ai! ai! ai!
ai! ai! ai!
31 clic-clac 31 clac-clic: 31!
31 tic-tac 31 tac-tic: 31!
………………………………..…….
à hora zero
casernaram
à zero hora
causaram
à hora zero
foram
à zero hora
era
à hora zero

*
Joba Tridente. 2014

domingo, 25 de setembro de 2011

Joba Tridente: Roque Leon - II

ilustração de Joba Tridente: Roque Leon II - Falas ao Acaso

Passei pela década de 1970 marcando e sendo marcado. Morava no DF e escrevia nas entrelinhas para o Correio Braziliense. Um dia desapareci na noite. Fui trabalhar com cooperativismo, deixando, por hora, a Boca do Inferno, de lado. 

...da série mordaça

ROQUE LEON - II 
a Roque Leon

Rasquei o silêncio
Onde dormia o medo
Quando a solidão insólita
Urticando meu corpo quimérico
Evocou Deuses e Demônios..., e

Larvas bêbadas de lágrimas
Enlaçando (então) meu esqueleto
Orgiaram num frêmito louco e santo de prazer..., o
Nascer dorido da minha terceira morte


Joba Tridente: 15.10.1979
poema e ilustração: Joba Tridente

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Joba Tridente: Roque Leon

ilustração de Joba Tridente: Roque Leon  - Falas ao Acaso

Passei pela década de 1970 marcando e sendo marcado. Morava no DF e escrevia nas entrelinhas para o Correio Braziliense. Um dia desapareci na noite. Fui trabalhar com cooperativismo, deixando, por hora, a Boca do Inferno, de lado. 

...da série mordaça

ROQUE LEON
a Roque Leon

Ruirão tronos e castelos e templos
Onde passar eu..., rei
Querubim animalesco e exterminador
Ultimando os últimos heróis
Entranhando inda no eco-vão das paredes..., e

Lúgubre será meu canto de amor (ou de pax)
Enquanto baionetar corpos flácidos
Onde outrora penas tintadas
Napolearam o meu último silêncio


Joba Tridente. 28.08.1979
poema e ilustração: Joba Tridente


quinta-feira, 26 de maio de 2011

Joba Tridente: Verbo Sem Evolução


Verbo Sem Evolução

da série Mordaça



Eu sem isso

Tu sem aquilo

Ele na indiferença


Eu sem teto

Tu sem terra

Ele no abrigo


Eu sem sexo

Tu sem família

Ele no desejo


Eu sem salário

Tu sem comida

Ele na dieta


Eu sem escola

Tu sem emprego

Ele na fila


Eu sem ferramenta

Tu sem camisa

Ele na rua


Eu sem médico

Tu sem remédio

Ele no caixão


Eu sem religião

Tu sem

Ele na encruzilhada


Eu sem boca

Tu sem olho

Ele na escuta.




Eu sem governo. 

Tu sem ordem

Ele na arma.




... é verbo atemporal



poesia e ilustração de Joba Tridente

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...