segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Franz Kafka: Aforismos



Franz Kafka: Aforismos
tradução de Silveira de Souza (*)

11/12
Diversidade de imagens que talvez se possa ter de uma maçã: a imagem do garotinho que precisa esticar o pescoço para, com dificuldade, poder ver a maçã na fruteira sobre a mesa e a imagem do senhor da casa que pega a maçã e a entrega sem restrições a seu convidado à mesa.

11/12
Verschiedenheit der Anschauungen, die man etwa von einem Apfel haben kann: die Anschauung des kleinen Jungen, der den Hals strecken muß, um noch knapp den Apfel auf der Tischplatte zu sehn und die Anschauung des Hausherrn, der den Apfel nimmt und frei dem Tischgenossen reicht.


20
Leopardos invadem o templo e bebem toda a água da pia de sacrifícios, deixando-a vazia. Isto se repete sempre. Por fim, o evento pode ser previsto e torna-se uma parte do ritual.

20
Leoparden brechen in den Tempel ein und saufen die Opferkrüge leer; das wiederholt sich immer wieder; schließlich kann man es vorausberechnen und es wird ein Teil der Ceremonie.



Franz Kafka (1883 – 1924) é autor de A Metamorfose (1915); Carta a meu Pai e Na Colônia Penal (1919); O Processo (1925) e O Castelo (1926).

(*) 28 Aforismos de Franz Kafka (tradução do escritor catarinense Silveira de Souza) – Edição (bilíngue) Virtual Book, distribuída gratuitamente na web nos primórdios do ebook. O livro foi lançado posteriormente (?) pela EdUFSC com o título 28 Desaforismos e desapareceu das páginas do Virtual Book, mas ainda é encontrado na rede. Os aforismos de Kafka também foram traduzidos por Otto Maria Carpeaux, em 1943, (Revista Sopro, 2011) e por Modesto Carone (Revista Serrote, 2009).

Ilustração: Leopard / Felis pardus. 1896.
Origem: Lloyd's Natural History: "A hand-book to the Carnivora. Part 1, Cats, civets, and mungoose"[1] by Richard Lydekker.

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