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sexta-feira, 5 de julho de 2013

Friedrich Schiller: A Luva - 1



Gosto demais de A Luva, de Friedrich Schiller (1759-1805), mas não conhecia esta versão de Pietro de Castellamare (ou Joaquim Serra) que se encontra em Versos de Pietro de Castellamare (1868). Muita gente não liga a obra ao autor e ou sequer sabe quem a escreveu. Aproveito para postar outras duas versões. Confira aqui a fascinante tradução de Daniel Innerarity, postado no excelente portal espanhol de arte e literatura serieAlfa. Leia aqui a dramática tradução de Mário de Sá-Carneiro.


                           

A LUVA
Friedrich Schiller 
tradução de Pietro de Castellamare

Na jaula uiva o leão, cansado de esperar.
Chegou enfim o Rei, tomou o seu lugar.
Chegaram os cortesãos. Espalham brilho e chamas.
Do circo em derredor, gentis, formosas damas.
Rolou férreo portão, o Rei dera o sinal.
Na arena entra o leão com passo triunfal.
Percorre-a com furor, detém-se, avança, para.
Eriça a juba além, a fauce escancara.
Por fim exasperado atira-se no chão.
Encolhe e estende os nervos. O Rei levanta a mão.
Repete-se o sinal, investe do outro lado,
Com salto muito veloz, um tigre mosqueado.
Encontram-se no circo os dois monstros cruéis.
O tigre, estremecendo, da cauda faz anéis,
Medonhos uivos dá, lançando olhos ardentes,
E bate sem cessar os navalhados dentes.
Por junto do leão passou, torna a passar!
Novo sinal do Rei, e sai fogoso par.
De feros leopardos, que em torno corre e gira...
O tigre sobre os dois carnívoro se atira.
Levanta-se rugindo e rápido o leão,
E todos frente a frente tomaram posição!
A arena está revolta, o eco além rebrama,
Naquele instante cai a luva de uma dama
Ao pé dos animais. A linda Beatriz
Sorrindo e desdenhosa ao namorado diz:
«Crerei no vosso amor, ilustre cavalheiro,
«Se fordes levantar a luva do terreiro.»
De chofre ele se ergueu, do circo em meio e já,
Caminha firme, o rosto nem desmaiado está...
Ajunta a luva ali, e sobe enquanto dura
O pasmo dos que veem tão súbita loucura!
Anseia a turba, o moço tornou-se único alvo
Das vistas. Houve um grito ao verem que ele é salvo!
Vaidosa ao seu encontro lançou-se Beatriz,
Porém o cavalheiro a faz parar e diz:
- Estou pago do que fiz... de vós não quero nada.
Lançou-lhe a luva aos pés, depois desceu a escada.

*
Ilustração de Joba Tridente - 2013


Der Handschuh
Friedrich Schiller 

Vor seinem Löwengarten,
Das Kampfspiel zu erwarten,
Saß König Franz,
Und um ihn die Großen der Krone,
Und rings auf hohem Balkone
Die Damen in schönem Kranz.

Und wie er winkt mit dem Finger,
Auf tut sich der weite Zwinger,
Und hinein mit bedächtigem Schritt
Ein Löwe tritt,
Und sieht sich stumm
Rings um,
Mit langem Gähnen,
Und schüttelt die Mähnen,
Und streckt die Glieder,
Und legt sich nieder.

Und der König winkt wieder,
Da öffnet sich behend
Ein zweites Tor,
Daraus rennt
Mit wildem Sprunge
Ein Tiger hervor,

Wie der den Löwen erschaut,
Brüllt er laut,
Schlägt mit dem Schweif
Einen furchtbaren Reif,
Und recket die Zunge,
Und im Kreise scheu
Umgeht er den Leu
Grimmig schnurrend;
Drauf streckt er sich murrend
Zur Seite nieder.

Und der König winkt wieder,
Da speit das doppelt geöffnete Haus
Zwei Leoparden auf einmal aus,
Die stürzen mit mutiger Kampfbegier
Auf das Tigertier,
Das packt sie mit seinen grimmigen Tatzen,
Und der Leu mit Gebrüll
Richtet sich auf, da wird's still,
Und herum im Kreis,
Von Mordsucht heiß,
Lagern die greulichen Katzen.
Da fällt von des Altans Rand
Ein Handschuh von schöner Hand
Zwischen den Tiger und den Leun
Mitten hinein.

Und zu Ritter Delorges spottenderweis
Wendet sich Fräulein Kunigund:
»Herr Ritter, ist Eure Lieb so heiß,
Wie Ihr mir's schwört zu jeder Stund,
Ei, so hebt mir den Handschuh auf.«

Und der Ritter in schnellem Lauf
Steigt hinab in den furchtbarn Zwinger
Mit festem Schritte,
Und aus der Ungeheuer Mitte
Nimmt er den Handschuh mit keckem Finger.

Und mit Erstaunen und mit Grauen
Sehen's die Ritter und Edelfrauen,
Und gelassen bringt er den Handschuh zurück.
Da schallt ihm sein Lob aus jedem Munde,
Aber mit zärtlichem Liebesblick –
Er verheißt ihm sein nahes Glück –
Empfängt ihn Fräulein Kunigunde.
Und er wirft ihr den Handschuh ins Gesicht:
»Den Dank, Dame, begehr ich nicht«,
Und verläßt sie zur selben Stunde.



Pietro de Castellamare é um dos pseudônimos do jornalista, escritor, tradutor, dramaturgo, político Joaquim Serra (1838 - 1888). Patrono da Cadeira 21, da Academia Brasileira de Letras, publicou, entre outros: Quem tem bocca vai a Roma: opera comica em um acto (1863); Julieta e Cecília (1863); Mosaico: Poesias traduzidas (1865); O Salto de Leucade (1866); Um coração de mulher: poema romance (1867), Quadros (1873). Sob os pseudônimos de Pietro de Castellamare: Versos de Pietro de Castellamare (1868); Frei Bibiano: Fabio (1871); Amigo Ausente: A capangada: paródia muito seria (1872); Ignotus: Sessenta anos de jornalismo: a imprensa no Maranhão 1820-1880 (1883). Fontes: Acervo Digital Brasiliana USP - Joaquim Serra e Academia Brasileira de Letras.

Friedrich Schiller: A Luva - 2


A Luva, de Friedrich Schiller (1759-1805), é uma obra com muitas “versões”, a maioria abominável. Esta bela e intensa a tradução de Ary de Mesquita, encontrei no excelente portal espanhol de arte e literatura serieAlfa (1)..., acreditando que fosse de Daniel Innerarity, já que, infelizmente, não consta o crédito ao tradutor. O equívoco foi corrigido, agora, com o precioso comentário (abaixo) do ensaísta, poeta, editor e tradutor Wagner Shadeck (2). Esta tradução de Ary de Mesquita foi publicada na famosa coleção Clássicos da Jackson, V. XXXVIII, POESIA, 1º tomo, 1964.


                         

A Luva
Friedrich Schiller 
tradução de Daniel Innerarity 

No jardim dos leões, para assistir à luta,
O imperador galeia. Em derredor se escuta
A corte a sussurrar. Sob as mantas escuras,
Junto ao trono, reluz o arnês das armaduras,

Enquanto nos balcões, em volta, descortina
A seda de os dosséis a graça feminina.
O augusto imperador com os dedos fez sinal,
E, emperrado, a ranger nos gonzos, o portal
Lentamente se abriu, e, majestoso, assoma,
Abrindo a goela enorme e sacudindo a coma,
Um vulto silencioso. Agita-se a bancada,
Inquieta se debruça a corte entusiasmada,
E o fulvo caçador das selvas, o leão,
Com os olhos em fogo espreita a multidão.

Até que enfim descansa os músculos na arena.
Do trono, o imperador mais outra vez acena;
E um segundo portão se escancarando, em frente,
Deixa um tigre sair, aos saltos, de repente;
Ele fita rugindo o rei dos animais,
Lambe-lhe a rubra língua os dentes colossais,
E a cauda mosqueada e forte, que serpeia,
Açoita devagar a palidez da areia.
Rodeia enraivecido ao grande leão deitado,
E, engrolando um rugido, estira-se a seu lado.

Pela terceira vez o imperador acena;
Ao seu gesto recua uma grade pequena,
E a rugir e a saltar, pintalgados e pardos,
Lançam-se de uma vez da jaula dois leopardos.
Engrifam-se ante o tigre, e, arqueando o dorso hirsuto,
Aferventam, bufando, a cólera do bruto,
Que, encolhido nos rins, projeta-se e com a garra
Volteando no ar, veloz, os leopardos agarra.
E ruge o leão soerguendo o pescoço jubado,
Olhando os dois no chão do circo ensanguentado.
Nas bóbedas restruge em ecos o alarido
E entre as aclamações do povo erra pedido.
Aí, do peitoril florido de um balcão,
Uma luva caiu de encantadora mão,
E, como por querer, caiu exatamente
Entre o vulto do tigre e o do leão horrente.

E Cunegundes bela, a sorrir de ironia,
A um jovem vigoroso e esbelto lhe dizia:
"Se é verdade que é tão ardente e tão vibrante,
O amor que proclamais a todo e todo instante,
Cavalheiro Delorge, alevantai do chão
A luva que caiu a pouco desta mão."
A sentença fatal apenas ele ouvia
E já o podiam ver descendo a escadaria 

Que dava para o circo; e, sem voltar o rosto,
Sem olhar para trás, com o semblante composto,
Com as fidalgas feições serenas e severas,
Nos dedos levantou a luva junto às feras.
E, da mesma expressão indiferente e fria,
Escutava ao subir, de volta, a escadaria, 

Entre as damas gentis e os nobres de valor,
Um murmúrio correr de pasmo em seu louvor.
O sorriso da bela, amável, lhe assegura
Num próximo futuro a próxima ventura.
Mas Delorge, orgulhoso, antegozando a ofensa:
"Eu rejeito, senhora, a vossa recompensa".
Com um sombrio prazer nos olhos cintilantes,
Ia partir, porém, tardou ainda, e, antes
De deixar para sempre aquela que ele amara,
A luva lhe atirou, com força, em plena cara.

*
Ilustração de Joba Tridente - 2013



Der Handschuh
Friedrich Schiller 

Vor seinem Löwengarten,
Das Kampfspiel zu erwarten,
Saß König Franz,
Und um ihn die Großen der Krone,
Und rings auf hohem Balkone
Die Damen in schönem Kranz.

Und wie er winkt mit dem Finger,
Auf tut sich der weite Zwinger,
Und hinein mit bedächtigem Schritt
Ein Löwe tritt,
Und sieht sich stumm
Rings um,
Mit langem Gähnen,
Und schüttelt die Mähnen,
Und streckt die Glieder,
Und legt sich nieder.

Und der König winkt wieder,
Da öffnet sich behend
Ein zweites Tor,
Daraus rennt
Mit wildem Sprunge
Ein Tiger hervor,

Wie der den Löwen erschaut,
Brüllt er laut,
Schlägt mit dem Schweif
Einen furchtbaren Reif,
Und recket die Zunge,
Und im Kreise scheu
Umgeht er den Leu
Grimmig schnurrend;
Drauf streckt er sich murrend
Zur Seite nieder.

Und der König winkt wieder,
Da speit das doppelt geöffnete Haus
Zwei Leoparden auf einmal aus,
Die stürzen mit mutiger Kampfbegier
Auf das Tigertier,
Das packt sie mit seinen grimmigen Tatzen,
Und der Leu mit Gebrüll
Richtet sich auf, da wird's still,
Und herum im Kreis,
Von Mordsucht heiß,
Lagern die greulichen Katzen.
Da fällt von des Altans Rand
Ein Handschuh von schöner Hand
Zwischen den Tiger und den Leun
Mitten hinein.

Und zu Ritter Delorges spottenderweis
Wendet sich Fräulein Kunigund:
»Herr Ritter, ist Eure Lieb so heiß,
Wie Ihr mir's schwört zu jeder Stund,
Ei, so hebt mir den Handschuh auf.«

Und der Ritter in schnellem Lauf
Steigt hinab in den furchtbarn Zwinger
Mit festem Schritte,
Und aus der Ungeheuer Mitte
Nimmt er den Handschuh mit keckem Finger.

Und mit Erstaunen und mit Grauen
Sehen's die Ritter und Edelfrauen,
Und gelassen bringt er den Handschuh zurück.
Da schallt ihm sein Lob aus jedem Munde,
Aber mit zärtlichem Liebesblick –
Er verheißt ihm sein nahes Glück –
Empfängt ihn Fräulein Kunigunde.
Und er wirft ihr den Handschuh ins Gesicht:
»Den Dank, Dame, begehr ich nicht«,
Und verläßt sie zur selben Stunde.


Ary Mesquita (?) é tradutor. Infelizmente, na web, há raríssimas informações sobre as traduções feitas por ele. Esta citação é uma das mais relevantes: Revista Brasileira. Mas vou continuar procurando. 

Daniel Innerarity é professor de filosofia política e social, pesquisador IKERBASQUE na Universidade do País Basco e diretor do Instituto de Governança Democrática. Atualmente é professor visitante no Centro Robert Schuman de Estudos Avançados do Instituto Europeu de Florença. Ph.D. Entre seus livros mais recentes estão: Un mundo de todos y de nadieLa democracia del conocimiento (Premio Euskadi de Ensayo 2012); La humanidad amenazada: gobernar los riesgos globales (con Javier Solana); El futuro y sus enemigos; El nuevo espacio público; La sociedad invisible (Premio Espasa de Ensayo 2004); La transformación de la política (III Premio de Ensayo Miguel de Unamuno y Premio Nacional de Literatura en la modalidad de Ensayo 2003); Ética de la hospitalidade (Premio de la Sociedad Alpina de Filosofía 2011).  É um colaborador regular de opinião dos jornais El PaísEl Correo/Diario Vasco, e da revista Claves de razón práctica. Fonte: Portal Daniel Innerarity.

(2) Wagner Shadeck é o criador do belo site de traduções Poesia Universal.

Friedrich Schiller: A Luva - 3



Pensei em postar ao menos uma “versão abominável” de A Luva, de Friedrich Schiller (1759-1805), mas optei mesmo pela qualidade e curiosidade, no caso de Castellamare. Esta terceira tradução é do grande poeta português Mário de Sá-Carneiro, encontra-se no livro Poesia - Mário de Sá-Carneiro (organização Fernando Paixão), da Iluminuras, 2001.


                          

A Luva
Friedrich Schiller 
Tradução de Mario de Sá-Carneiro
        
Ia-se travar um mui sangrento
Combate entre medonhas feras,
(Oh! bárbaros costumes d’outras eras
Em que existia tal divertimento)
E como já era el-rei sentado
Altivo, soberbo, majestoso,
Pelos fidalgos rodeado
E formando um círculo gracioso
Eram as damas num balcão
Alegres... sorridentes... lindas... belas...
Abrem-se as jaulas e sai delas
Primeiramente aos saltos um leão.
Depois em carreira mais veloz
Do Rei das Selvas ao encontro vem
Um tigre rugindo, mui feroz
Que de Satanás os olhos tem.
Tudo se torna então silencioso
Olhando as feras mudo... ansioso!
Mas não se lançam!... Deitam-se no chão
Uma ao pé da outra!...

                                Do balcão
Precisamente ao meio entre elas
Uma luva cai da linda mão
Da mais linda de todas as donzelas.

E ao seu cavaleiro diz assim
A dona da luva:
                                “ – Se o amor
Que asseguras nutrir por mim
É tão ardente quanto me jurais,
Se diante do perigo vós não existais
A luva ide apanhar-me já, senhor!”

Rápido como um raio e sem pestanejar
Ao terrível recinto desce o cavaleiro!...
Com terror... com espanto verdadeiro
Veem-no todos avançar!...

...........................................................................
...........................................................................

Ele traz a luva são e salvo!
Ressoa então um grito de louvor!...
Desse grito é ele só o alvo!...

Com um muito terno olhar d’amor
Recebe a donzela o vencedor;
Mas embora nesse olhar ofereça
Ao cavaleiro a felicidade querida
Ele ao rosto a luva lhe arremessa
Voltando-lhe as costas em seguida!

*
Ilustração de Joba Tridente



Friedrich Schiller 

Vor seinem Löwengarten,
Das Kampfspiel zu erwarten,
Saß König Franz,
Und um ihn die Großen der Krone,
Und rings auf hohem Balkone
Die Damen in schönem Kranz.

Und wie er winkt mit dem Finger,
Auf tut sich der weite Zwinger,
Und hinein mit bedächtigem Schritt
Ein Löwe tritt,
Und sieht sich stumm
Rings um,
Mit langem Gähnen,
Und schüttelt die Mähnen,
Und streckt die Glieder,
Und legt sich nieder.

Und der König winkt wieder,
Da öffnet sich behend
Ein zweites Tor,
Daraus rennt
Mit wildem Sprunge
Ein Tiger hervor,

Wie der den Löwen erschaut,
Brüllt er laut,
Schlägt mit dem Schweif
Einen furchtbaren Reif,
Und recket die Zunge,
Und im Kreise scheu
Umgeht er den Leu
Grimmig schnurrend;
Drauf streckt er sich murrend
Zur Seite nieder.

Und der König winkt wieder,
Da speit das doppelt geöffnete Haus
Zwei Leoparden auf einmal aus,
Die stürzen mit mutiger Kampfbegier
Auf das Tigertier,
Das packt sie mit seinen grimmigen Tatzen,
Und der Leu mit Gebrüll
Richtet sich auf, da wird's still,
Und herum im Kreis,
Von Mordsucht heiß,
Lagern die greulichen Katzen.
Da fällt von des Altans Rand
Ein Handschuh von schöner Hand
Zwischen den Tiger und den Leun
Mitten hinein.

Und zu Ritter Delorges spottenderweis
Wendet sich Fräulein Kunigund:
»Herr Ritter, ist Eure Lieb so heiß,
Wie Ihr mir's schwört zu jeder Stund,
Ei, so hebt mir den Handschuh auf.«

Und der Ritter in schnellem Lauf
Steigt hinab in den furchtbarn Zwinger
Mit festem Schritte,
Und aus der Ungeheuer Mitte
Nimmt er den Handschuh mit keckem Finger.

Und mit Erstaunen und mit Grauen
Sehen's die Ritter und Edelfrauen,
Und gelassen bringt er den Handschuh zurück.
Da schallt ihm sein Lob aus jedem Munde,
Aber mit zärtlichem Liebesblick –
Er verheißt ihm sein nahes Glück –
Empfängt ihn Fräulein Kunigunde.
Und er wirft ihr den Handschuh ins Gesicht:
»Den Dank, Dame, begehr ich nicht«,
Und verläßt sie zur selben Stunde.


Johann Christoph Friedrich von Schiller (1759 - 1805), poeta, dramaturgo, filósofo, historiador, é um dos maiores escritores alemães.  Autor de Ode à Alegria (1875), que inspirou a 9ª Sinfonia, de Beethowen (1770 - 1827), Schiller partilhou com Goethe, além de longa amizade, a literatura. As Xénias (1797) foi composta pelos dois. Na web há farto material biográfico sobre o autor de Os Bandoleiros (1781), Don Carlos (1787/88), Maria Stuart (1800), Turandot (1801), Guilherme Tell (1803/04), Cartas Filosóficas (1786). O popular A Luva é de 1797.

Mário de Sá-Carneiro (Lisboa, 1890 - Paris, 1916), escritor modernista de prosa e verso. Dividiu com Fernando Pessoa a edição da polêmica revista literária Orpheu e merecidamente também divide as glórias da literatura portuguesa. Boêmio, social e psicologicamente instável, Sá-Carneiro suicidou-se aos 25 anos, deixando uma produção literária irretocável: Amizade (1912); Princípio (1912); Memórias de Paris (1913); A Confissão de Lúcio (1914); Dispersão (1914); Céu em Fogo (1915).

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