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quinta-feira, 17 de dezembro de 2020

Joba Tridente: Puta Sentimento Quase


PUTA SENTIMENTO QUASE Haicai ou Tanka
é um mergulho sem (des)culpa, às vésperas do natal, no universo de mulheres à margem da sociedade..., um tema que venho trabalhando ultimamente. Já publiquei a série Passeio Público, que foi parar no livro 101 Poetas Paranaenses (antologia de escritas poéticas do século XIX ao XX, organizada (em dois volumes) pelo escritor Ademir Demarchi e editada pela Biblioteca Pública do Paraná, em 2014). A série de poemas PUTA SENTIMENTO QUASE Haicai ou Tanka também já apareceu por aqui (de forma fragmentada) em 2015. Hoje você lê, numa só postagem, os dez poéticos exercícios amorais. 


PUTA SENTIMENTO QUASE 
Haicai ou Tanka 
joba tridente 



I
 

na porta da puta 

contorna o olho mágico 

a guirlanda de natal 



II 

a puta dá 

aos clientes assíduos 

mimos especiais 



lembranças únicas 

em lares alheios 




III
 

de tão velha 

no puído vestido vermelho 

vira a puta noel 



IV 

no ponto de todo dia 

a puta veste no natal 

roupa de luzinhas 



pisca não pisca embaixo 

pisca não pisca em cima 




V
 

puta que é puta 

depena o pato na véspera 

e recheia a carteira no natal 



VI 

no natal 

não adianta enfeitar o ponto 

os carros tomam outra direção 



entre um bocejo e outro 

a puta come um bombom 




VII
 

belém belém belém 

a um minuto do natal 

a puta despe-se do cliente fortuito 



VIII 

a todo natal 

a puta lembra dos filhos 

que deixou para trás 



a cada lixeira na rua 

um arrepio e um suspiro 




IX
 

no presépio 

confiando a última moeda 

a puta temente reza 



X 

- tia, me dá um troco? 

- puta, me dá uma trepada? 

- não, o natal não me comove! 



à meia-noite ela divide 

um panetone com os mendigos 


ilustrações de joba tridente.2015/2020 


Joba Tridente, um livre pensador livre. artesão de imagens e de palavras em Verso: 25 Poemas Experimentais (1999); Quase Hai-Kai (1997, 1998 e 2004); em Antologias: Hiperconexões: Realidade Expandida – Sangue e Titânio (2017); Hiperconexões: Realidade Expandida (2015); 101 Poetas Paranaenses (2014); Ipê Amarelo, 26 Haicais; Ce que je vois de ma fenêtre – O que eu vejo da minha janela (2014); Ebulição da Escrivatura - 13 Poetas Impossíveis (1978); em Prosa: Fragmentos da História Antropofágica e Estapafúrdia de Um Índio Polaco da Tribo dos Stankienambás (2000); Cidades Minguantes (2001); O Vazio no Olho do Dragão (2001). Contos, poemas e artigos culturais publicados em diversos veículos de comunicação: Correio Braziliense, Jornal Nicolau, Gazeta do Povo, Revista Planeta, entre outros.

sábado, 4 de agosto de 2018

Joba Tridente: Haikais da Lua de março


Ocupado com outras atividades, não pude participar da coletânea de Haiku 2018: Lua (de Março), organizada por José Marins, em edição digital, que você pode conferir aqui. Toda via do escritor atrasado, no entanto, trago agora alguns poemas que acabei cometendo na época do convite e totalmente sem compromisso.

Diante da Lua de Março tentei ser menos ranzinza e mais, digamos, lúdico. Também porque, às vezes é preciso mudar a trama..., para desfazer os grandes nós. 

Ressalto que, assim como noutros haicais ou tankas que cometo sem compromisso, me dou a liberdade de constante revisão. Portanto, não estranhe se um dia voltar por aqui e os poemas parecerem outros...  



LUA DE MARÇO
cinco haikais sem compromisso
de joba tridente

I
lua de março
vaga luz maturando
caquis de abril
                  

                   II
lua vaga
pinha prenhe de pinhões
voa breve no vazio


III
lua opaca
nem os sapos cantam
na poça d’água


IV
a lua avizinha
pálida entre nuvens
o outono avizinha
                  
    
V
lua..., luA..., lUA...,
LUA CHEIA de março
esvaziando o verão


*
                        poemas/ilustração: joba tridente.2018
                       

Joba Tridente, artesão de imagens e de palavras em Verso: 25 Poemas Experimentais (1999); Quase Hai-Kai (1997, 1998 e 2004); em Antologias: Hiperconexões: Realidade Expandida – Sangue e Titânio (2017); Hiperconexões: Realidade Expandida (2015); 101 Poetas Paranaenses (2014); Ipê Amarelo, 26 Haicais; Ce que je vois de ma fenêtre - O que eu vejo da minha janela (2014); Ebulição da Escrivatura - 13 Poetas Impossíveis (1978); em Prosa: Fragmentos da História Antropofágica e Estapafúrdia de Um Índio Polaco da Tribo dos Stankienambás (2000); Cidades Minguantes (2001); O Vazio no Olho do Dragão (2001). Contos, poemas e artigos culturais publicados em diversos veículos de comunicação: Correio Braziliense, Jornal Nicolau, Gazeta do Povo, Revista Planeta, entre outros.

quinta-feira, 17 de maio de 2018

Francisco Cenamor: Islas


No dia 21 de março de 2017, em comemoração ao Dia da Poesia, o escritor espanhol Francisco Cenamor disponibilizou gratuitamente, por meio do seu blog asamblea de palabras, onde publica diariamente obras de poetas de todo o mundo, a edição digital (em PDF) do livro Restos de naufragio, que traz uma interessante compilação de seus poemas publicados entre 1997 e 2007.

Para Cenamor, a ideia deste resgate literário é o de fazer coincidir dois aspectos da sua trajetória poética: a presença de uma voz forte e heterogênea e a obsessão por aprender. Para tanto, a edição conta com textos reescritos e também por aqueles que se perderam pelo caminho (poético)..., divididos em breves opúsculos. Em Pecios estão poemas publicados nos livros En el océano (textos que partem da dor de mirar o mundo), En el mar (textos onde a dor provem da vivência do amor), e Islas (fragmentos de poemas descartados do livro poemillas). Ánforas ocultas traz poemas inéditos em livro, bem como alguns Islas (fragmentos, poemas curtos). El livro de Raquel trata da admiração da beleza..., com profundo teor religioso e místico (no formato gráfico dos textos bíblicos). Gotas en el agua agrega textos poéticos escritos para peças teatrais breves, encenadas principalmente por universitários.

Em declaração publicada no site las afinidades electivas, sobre a sua arte literária, o escritor espanhol disse: Mi poesía es similar a la del bardo de Astérix, aunque espero ser menos pesado. Observo el mundo que me rodea, sobre todo a las personas, me empapo de su realidad, sus sentimientos, sus pasiones, sus sufrimientos, sus esperanzas y alegrías, los paso por el tamiz de la persona que soy yo mismo y los devuelvo convertidos en belleza. O al menos esa es la pretensión. Cuando hablo de mi mismo me pienso más allá, como perteneciendo a un todo que no me pertenece. Utilizo un lenguaje llano y directo pero con pretensiones espirituales y trascendentes. Me encasillan como poeta social, pero estoy exento de ideología en mis poemas, tan solo me acerco, como imperativo humano, a las personas que sufren por diversos motivos. Mi referente poético principal es César Vallejo, pero he crecido también con San Juan de la Cruz, Mario Benedetti, Juan Gelman, José Agustín Goytisolo, Luis Luna, y muchos otros.

Para sete publicações no Falas ao Acaso selecionei apenas poemas presentes em Pecios: quatro do livro En el océano; seis poemas curtos dos três Islas e dois do Ánforas ocultas. Comecei com os dissabores de Propina e segui com o desconcertante Un cadáver viaja sinpapeles e a aflição em Palestina yel bumerán e a melancolia de Niños yniñas. Hoje é o lúdico e o bucólico dão voz e leveza a Islas. Uma vez que não me pareceu difícil compreender a língua espanhola, optei por não traduzir (inda que sem compromisso) os poemas. Creio que apenas uma ou outra palavra em espanhol levará o leitor a um dicionário bilíngue e ou tradutor do Google.


                  
                 
Pecios

Islas        
Francisco Cenamor

(En el océano)
1
Los niños juegan al fútbol sobre el césped mojado; el
anciano amontona hojas secas

2
Dos adolescentes se miran de banco a banco en la
estación. ¿Es la poesía herramienta útil para contener
los bellos borbotones de sus ojos?



(En el mar)
1
Me gustaba tanto entrar al jardín que tenía miedo de
pisar las flores

2
Otros se llevan mis regalos, los besos, las caricias, la
piel joven. Yo me llevo la ropa usada

3
Imagino tanto antes de nada que beso sueños y
fantasmas: lo peor son los fantasmas
                                     

                                              
(Ánforas ocultas)
1
Llueve. Un mendigo baila solo en la calle, nadie quiere
bailar con él

*
ilustração/foto de joba tridente.2018


Francisco Cenamor (1965, Leganés, Espanha) é escritor, articulista, ator e diretor de teatro. Francisco Cenabor, que coordena o Clube de Leitura da Universidad Carlos III, é autor de Amando nubes (Talasa Ediciones, 1999), Ángeles sin cielo (Ediciones Vitruvio, 2003), (Asamblea de palabras, Ediciones Vitruvio, 2007), Casa de aire (Amargord Ediciones, 2009), Nada somos, (Editorial Luces de gálibo, 2011) e Restos de naufragio (autoedição em formato digital, 2017). Em breve será lançada a edição bilíngue (espanhol e inglês) do livro de poemas Baltimore. A sua poesia também pode ser lida nas antologias: Poemas contra la guerra (2004); Salida de emergencia (2004); Vida de perros; Poemas perrunos (2007). Para saber mais sobre o autor e sua obra: Francisco Cenamor; Cuaderno de Poesia Crítica; Valejo & Co: Banderas transparentes, 11 poemas de Francisco Cenamor; Gibral Faro: Paisajes Interiores: Selección de Poemas; Revista O Cronopio; Banco da Poesia: Francisco Cenamor, poeta de Leganés; Proyeto Genoma Poético: Francisco Cenamor; La Locura de Los Cuerdos: Francisco Cenamor; mediaisla: Francisco Cenamor: “El compromiso con el lenguaje es el de enriquecerlo”; Varasek Ediciones: The Dharma Beats, una historia de la beat generation, por Francisco Cenamor; Espacio Latino: Francisco Cenamor y Luis Luna: dos poetas españoles; Fran Cenamor: Facebook; Francisco Cenamor - la entrevista: YouTube.

sexta-feira, 13 de abril de 2018

George Seferis: Sete Haicais


O Falas ao Acaso está abrindo espaço para homenagear o escritor George Seferis¹ (ou: Yorgo Seferis, Giórgos Seféris, Giorgios Stylianou Seferiadis, Giorgios Seferis...), ganhador do Prêmio Nobel de Literatura de 1963 e cuja obra reflete as contradições da cultura e da ética de um mundo em constante ebulição, onde passado (por vezes) dourado e presente (por vezes) opaco se tangenciam e se repelem.

Entre os poemas mais emblemáticos de George Seferis, busquei aqueles que também apresentassem versões em outras línguas. Da seleção ao descarte foi um trabalho de pesquisa longo e árduo na web..., já que nem sempre encontrei as informações e ou as traduções desejadas. Mas o resultado (acredito!) compensou. O material poético, aqui publicado, além dos livros referidos, pode ser encontrado em diversos sites de estudos críticos e ou de divulgação da obra de Seferis, na internet. Os links mais relevantes acompanham também os dados biográficos do autor e dos tradutores. As publicações serão diárias e após a quinta postagem (com sete haicais), virá um bônus com dois poemas dedicados a George Seferis.

Você que já acompanhou as postagens de A Imagem do Destino e Vento Sul e O Rei de Assine e O Último Dia, hoje acompanha sete, da série de dezesseis, dos seus mais conhecidos Haicais (Haikus) ou poemas curtos presentes em seu Livro de Exercícios, de 1940. As traduções são do brasileiro Darcy Damasceno² (para Giorgos Seferis - Poemas, da Coleção Nobel, Editora Delta, 1963); do espanhol Pedro Badenas de la Peña³ (para Yorgos Seferis - Poesía Completa - Alianza Editorial, Madrid, 1986), dos franceses Xavier Borde4 e Robert Longueville5 (para a revista Poésie n.º 40, de 1987, e republicados na GONG - Revue Francophone de Haïku, avril-juin 2012, n.°35 - Association francophone de haïku) e de Edmund Keeley6 e Philip Sherrard7 (para George Seferis: Collected Poems, Princeton University Press, 1995). Uma vez que encontrei (em grego) versões de haicais com e sem títulos, optei por deixar a todos sem eles.

Nas minhas pesquisas também encontrei as traduções do português Francisco José Craveiro de Carvalho, para a revista digital Triplo V, de Portugal, e do escritor húngaro Gábor Terebess, para o site Terebess, com link para um belo site só de Haiku, que reúne mais de 2.000 poetas de todo o mundo e mais de 60.000 haikais no original e em tradução para o húngaro. 


        

Χαϊκού
Γιώργος Σεφέρης

1
Στάξε στη λίμνη
μόνο μια στάλα κρασί
και σβήνει ο ήλιος.

Lança ao lago
Uma só gota de vinho.
O sol se ensombra.

Vierte en el lago
sólo una gota de vino
 y el sol se extinguirá.

Chute dans l’étang
la moindre perle de vin ;
le soleil s’éteint.

Spill in to the lake
but a drop of wine
and the sun vanishes.


3
Άδειες καρέκλες
τ' αγάλματα γύρισαν
στ' άλλο μουσείο.

Cadeiras vazias
As estátuas voltaram
Ao outro museu.

Sillas vacías,
las estatuas volvieron
a otro museo.

Chaises désertées
les statues ont regagné
un autre musée.

Empty chairs:
the statues have gone back
to the other museum.


4
Να 'ναι η φωνή
πεθαμένων φίλων μας
ή φωνογράφος;

Será a voz
Dos amigos defuntos,
Ou a do gramofone?

¿Es la voz
de nuestros amigos muertos
o un fonógrafo?

Tiens, est-ce la voix
torturée d’amis défunts
ou un phonographe ?

Is it the voice
of our dead friends or
the phonograph?


7
Φόρεσα πάλι
τη φυλλωσιά του δέντρου
κι εσύ βελάζεις.

Já de novo vestiu-se
A folhagem da árvore
E tu a balires.

Volví a llevar
la fronda del árbol
y tú balabas.

J’ai pris de nouveau
la livrée verte de l’arbre
toi depuis tu bêles.

Again I put on
the tree’s foliage
and you - you bleat.


9
Γυμνή γυναίκα
το ρόδι που έσπασε
ήταν γεμάτο αστέρια.

Mulher nua
A romã que se partiu estava
Cheia de estrelas.

Mujer desnuda
la granada que se ha abierto
estaba llena de estrellas.

Corps de femme nue
la grenade qui s’est fendue
était pleine d’astres.

Naked woman
the pomegranate that broke
was full of stars.


12
Το δοιάκι τι έχει;
Η βάρκα γράφει κύκλους
κι ούτε ένας γλάρος!

Pois que tem o leme?
A barca descreve círculos
E nem uma gaivota.

¿Qué le pasa al timón?
La barca describe círculos
y ni una sola gaviota.

Qu’a le gouvernail
la barque décrit des ronds
et pas une mouette.

What’s wrong whit the rudder?
The boat inscribes circles
and there’s not a single gull.


16
Γράφεις
το μελάνι λιγόστεψε
η θάλασσα πληθαίνει.

Escreves
Baixou a tinta
A maré sobe.

Estás escribiendo;
la tinta ha mermado
la mar crece.

Tu écris;
l’encre s’est amenuisée
la mer croît et multiplie.

You write:
the ink grew less,
the sea increases.

*
ilustração de Joba Tridente.2018


1. Georges Seféris ou Giórgos Seferiádis (Γιώργος Σεφεριάδης) foi diplomata, escritor, ensaísta, tradutor e humanista. Nasceu em Esmirna (1900), na Turquia, e morreu em Atenas (1971), na Grécia. Ganhador do Prêmio Nobel de Literatura de 1963, Seféris é um dos mais importantes autores gregos e o responsável pela difusão do simbolismo na literatura grega. Um tema recorrente em sua obra é a estupidez bélica do homem diante do homem e do homem diante do mundo que o abriga. Há um bom material crítico e ensaios sobre o autor e sua obra na web (veja links ao final), bem como poemas para reflexivas degustações. Herdeiro literário de Kostís Palamás (1859-1943) e Konstantinos Kaváfis (1863-1933), Georges Seféris, um dos fundadores da revista Nova Letras (1935-1940), que abriu espaço para diferentes correntes de pensamento poético, é autor de poesia: Strofi (Strophe, 1931); Sterna (The Cistern, 1932); Mythistorima (Mythical narrative, 1935); Tetradio Gymnasmaton  (Book of Exercises, 1940); Imerologio Katastromatos I (Log Book I, 1940); Imerologio Katastromatos II  (Log Book II, 1944); Kichli (The Thrush, 1947); Imerologio Katastromatos III (Log Book III, 1955); Tria Kryfa Poiimata (Three Secret Poems, 1966); Tetradio Gymnasmaton II (Book of Exercises ΙΙ, 1976); prosa: Dokimes (Essays) 3 vols. (1974-1992); Antigrafes (traduções, 1965); Meres - 7 vols. (Days - diaries - 1975-1990); Exi nyxtes stin Akropoli (Six Nights on the Acropolis, 1974); Varnavas Kalostefanos. Ta sxediasmata (Varnavas Kalostefanos. The drafts, 2007); correspondência: This Dialectic of Blood and Light, George Seferis - Philip Sherrard, An Exchange: 1946-1971 (2015). Para saber mais sobre George Séferis, recomendo artigos: Center for Hellenics Studies: George Seferis and Homer’s Light; Center for Hellenics Studies: “We’re paying off a varied folktale”: Seferis' Historical Poetics; Humanities Underground: “Why are you laughing?”: George Seferis in conversation with Edmund Keeley; Persee: La figure d'Ulysse dans la poésie de Séféris; El Estado Mental: Giorgos Seferis; Triplov: Por que Georges Seféris está esquecido?; poemas: Poesia in Rete: Giorgos Seferis; Diario De A Bordo: Dondequiera que vaya, Grecia me duele. Giorgos Seferis; El Maracaibeño: “Dieciséis hai-ku” de Giorgos Seferis; A media voz: Giorgos Seferis; Material de Lectura - UNAM: Giórgos Seféris; Fausto Marcelo: Poemas de Giorgos Seferis; Trianarts: Yorgo Seferis; Yorgos Seferis: La hoja del álamo; Filohelenismo: El poeta Yorgos Seferis; Contranatura: Mithistórima y otros poemas; Poetry Foundation: George Seferis.

2. Darcy Damasceno dos Santos (Niterói, RJ: 02.08.1922 - Rio de Janeiro, RJ: 1988): tradutor, ensaísta e poeta. Licenciado em Letras, pela Pontifícia Universidade Católica - PUC-RJ, foi um dos fundadores das revistas Orfeu e Ensaio, ao lado de Fausto Cunha e Afonso Félix de Sousa. Chefiou a Divisão de Manuscritos da Biblioteca Nacional (1952-1982). Darcy Damasceno, que traduziu Paul Valéry: O Cemitério Marinho (1949) e Giorgos Seferis: Poemas (1963), entre outros, é autor de: Poemas (1946), Fábula Serena (1949);  A Vida Breve seguida de O Pajem Constante (1951); Trigésimas (1952); Jogral Caçurro e Outros Poemas (1958). Publicou também Catálogo e transcrição de Freire Alemão e Cecília Meireles, o mundo contemplado (1967). Para saber mais sobre o autor e tradutor: Portal Pravda: Darcy Damasceno, poeta, crítico e tradutor, Antonio Miranda: Darcy Damasceno.

3. Pedro Bádenas de la Peña (Madrid, 1947) é um filólogo, helenista e tradutor espanhol especializado em literatura clássica, de Bizâncio e neogrega. Presidente do National Spanish Committee for South-East European Studies Cultural Attaché of the Spanish Embassy in Athens (2004-2007), fundador e atual vice-diretor da Erytheia, revista espanhola de estudos gregos bizantinos e modernos, fundador e diretor da coleção Nueva Roma para Medieval and Humanistic Greek and Latin Texts and Studies publicados pelo Conselho Superior de Investigações Cientistas - CSIC, Pedro Bádenas de la Peña foi o primeiro a traduzir a obra completa de Yorgo Seferis para o casteliano. Premiado com o National Award of Literary Translation (1994) por Barlaam y Josafat e o Golden Cross of the Order of Honor (1997), o autor de inúmeros artigos, traduziu: C.P. Cavafis, Poesía completa (1982); Yorgos Seferis, Poesía completa (1986); C.P. Cavafis, Antología poética (1999); Barlaam y Josafat, redacción bizantina anónima (1993); Esquilo, Prometeo encadenado, in Teatro Griego (1982); Píndaro Epinicios (em colaboração com A. Bernabé, 1986); Fábulas de Esopo. Vida de Esopo (1978); Menandro. Comedias (1986), Odiseas Elitis: Canto heroico y fúnebre por el subteniente caído en Albania (1980); Yanis Ritsos. Himno y llanto por Chipre (1985). Para saber mais sobre o autor e tradutor: La UCA em Tapas: Pedro Bádenas de la Peña. Sabio como te has vuelto, ILC.CSIC: Pedro Bádenas de La Penã, ABC de Sevilla: Pedro Bádenas de la Peña: “La obra de Cavafis es de una riqueza enorme por lo que dice y cómo lo disse”, La Pasion Griega: Pedro Bádena de la Peña - Prêmio Didó Sotiríu.

4. Xavier Bordes (Les Arcs, Provence (Var): 04.07.1944) é musico, jornalista, poeta, helenista e tradutor francês. Membro do comitê de revista Po&sie, do filósofo e escritor Michel Deguy, recebeu o Prêmio Max Jacob (1999) por Comme un bruit de source: Poèmes (Gallimard, 1999), traduziu Odysseas Elytis, Epicuro, Ovídio, Seneca, Cícero, Teofrasto, Demóstenes Davvetas, Alexis D. Zakythinos, Manolis Anagnostakis. Xavier Bordes é autor de poesia: L'Argyronef (1984); Syrinx (1985); Ma Venise (1985); Alphabets (1986); La Pierre Amour, poèmes 1972-1985 (1987); Elégie de Sannois (1988); Notes pour des chasses rêvées (1988); Onze poèmes tirés d'une conque (1988); Le masque d'Or (1988); Poèmes Carrés (1988); La chambre aux Oiseaux (1989); Rêve profond réel (1991); Impérissables passements de lumière (1992); Le grand Cirque Argos (1993); Je parle d'un pays inconnu  (1995); Comme un bruit de source (1999); L’étrange clarté de nos rêves (1999); A jamais la lumière (2001); Quand le poète montre la lune..., (2003); L’Astragalizonte et autres poèmes (2016); de ensaios: Michel Four - Peintures, 1972-1987 (1987); Rougemont : impérissables passements de lumières (1992); Sur la Saison en Enfer de Rimbaud (1993); Fragments d'un Dieu-Michaux (1993), Relire Aragon (1995), Quand le poète montre la lune… suivi de Imaginer la tour Eiffel dans la brume…, Les sept soleils de poésie & La disparition des images (2002); Odysseas Elytis (2013), de artigosD'un certain Stéphane Mallarmé (Po&sie, n,º 85, 1998), de traduções: Manolis Anagnostakis: Les poèmes - 1941- 1971 (1994), de Démosthènes Davvetas: Soleil Immatériel (1989) e La Chanson de Pénélope (1989), de Odysséas Elýtis: Marie des Brumes (parceria com Robert Longueville, 1982) e Le monogramme (com Robert Longueville), Axion Esti, seguido de l'Arbre lucide et la quatorzième beauté , e do Journal d'un invisible avril (parceria com Robert Longueville, 2003), de Alexis Zakythinos: Les noyés du grand large (1989). Para saber mais sobre o tradutor e sua obra visite: Le blog de Xavier Bordes - POESIE., e também Mes publications (com vários livros digitais de sua autoria em issuu), bem como Les Hommes sans Épaules: Xavier Bordes e Recours au Poème: Xavier Bordes.

5. Robert Longueville (?), parceiro de Xavier Bordes nas traduções. Encontrei nenhuma referência na internet. Assim, se algum leitor souber algo, me informe.

6. Edmund Leroy "Mike" Keeley (Damasco, Síria: 5.02.1928) é escritor, ensaísta e tradutor especialista em poetas gregos e na história da Grécia pós-Segunda Guerra Mundial e professor emérito de inglês na Universidade de Princeton. Traduziu C.P Cavafy , George Seferis , Odysseus Elytis e Yannis Ritsos. Keeley viveu no Canadá, Grécia e Washington, DC. Se formou em 1949, pela Universidade de Princeton, e doutorou-se em literatura comparada pela Universidade de Oxford em 1952. Foi presidente da Associação de Estudos Gregos Modernos (1970 a 1973 e 1980 a 1982), e presidente do PEN American Center (1992 a 1994). Keeley já recebeu cerca de 30 cobiçados prêmios por suas obras e traduções, como: Prêmio de Roma da Academia Americana de Artes e Letras (1959), Guiness Poetry Award (1962), New Jersey Author's Award (1960, 1968, 1970), Prêmio PEN (2014). É autor, entre outros, de The Libation (1958); The Gold-hatted Lover (1961); The Imposter (1970); Voyage to a Dark Island (1972); Problems in rendering Modern Greek (1975); Cavafy's Alexandria: Study of a Myth in Progress (1976); Ritsos in Parentheses (1979); A Wilderness Called Peace (1985); The Salonika Bay Murder, Cold War Politics and the Polk Affair (1989); School for Pagan Lovers (1993); Albanian Journal, the Road to Elbasan (1997); On Translation: Reflections and Conversations (1998); Inventing Paradise: The Greek Journey, 1937-47 (1999); Some Wine for Remembrance (2002); Borderlines, A Memoir (2005); The Megabuilders of Queenston Park (2014); Requiem for Mary (2015). Para mais informações sobre ele e conhecer a sua longa bibliografia, acesse as fontes de referência: Wikipédia; Denise Harvey: Edmund Keeley; Wild River Review: Edmund Keeley.

7. Philip Owen Arnould Sherrard (Oxford, Inglaterra: 23.09.1922 - Londres, Inglaterra: 30.05.1995) foi escritor, tradutor e filósofo britânico.  Traduziu grandes nomes da literatura grega dos séculos XIX e XX. Se dedicou a temas teológicos e filosóficos, discorrendo sobre crise social e espiritual, bem como meio ambiente, por uma ótica cristã. Para saber mais sobre o escritor, obras e traduções, recomendo: Wikipédia; World Wisdom: Philip Sherrard’s life and work; Orthodox Wiki; Denise Harvey: Philip Sherrard. 

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