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sábado, 4 de fevereiro de 2017

Celso Araujo: cena quente

Celso Araujo é jornalista, escritor, dramaturgo, ator, compositor, cantor, performer. O conheci na redação do jornal Correio Braziliense, em Brasília, onde também trabalhava, em meados dos anos 1970. Saí definitivamente da Capital Federal em 1990. A maioria dos meus amigos..., gente da imprensa, artistas de teatro, cinema, literatura, música, artes gráficas e plásticas..., responsável pela base cultural da capital e suas satélites, continuou firme ali, defendendo seus caros alicerces no DF. Alguns já se foram do planeta, mas outros, feito ele, que reencontrei na rede FB, seguem por lá, alertas e fortes, em defesa da cultura brasiliense, com suas cores candangas e vivacidade brasileira!

Desde novembro de 2013, Celso Araujo mantém o interessante blog literário poesia-parque, onde publica seus catárticos poemas, crônicas e críticas teatrais. É deste blog, geralmente ilustrados por suas próprias fotos, que pincei os sete poemas que estou postando, um ao dia, aqui no Falas ao Acaso. Você que já conheceu o pai gigante e finalizando a gosto e desolamento e passa/primavera/passa e respirandoGullar e noite dissolvida, saiba, com este último poema, o que é realmente uma cena quente, publicado na sexta-feira, 20 de janeiro de 2017.


                 
cena quente
celso araujo

entidades tendas mictórios
podres fechados no centro divisório
da cidade afundada num céu breu
transeuntes nunca dantes vistos
e marginais de tudo o que é real
esquisitíssimos na normalidade
sãos e salvos nas escadas paradas
gás para chorar gás de pimenta
o badernaço fez escola e sustenta
esta cidade disfuncional em off
que vê mas não enxerga de propósito
as mais divulgadas crueldades do império
de canalhas fazendo no mundo a imundície
os impérios são contados nos dedos tatuados
e esses hipnotizam e aumentam seus preços de
estratégias de selva escura como Dante gravou
em suas páginas misteriosas e luminosas do horror
sobre os povos de inteligentes contatos e índice
de subservidão é isto na esplanada doida então
está tudo explicado por essa menina história
que não avança apesar da ousadia dos anjos
uma vida de pavor e trash merda seja negada
uma vida de amor caia mesmo sobre tudo
e as asas sangrando logo estarão intactas

*
foto de celso araujo 


Celso Araujo nasceu no Maranhão em 1954. Chegou a Brasília em 68. Estudou Psicologia, sem terminar, e também Comunicação. Trabalhou nos jornais Correio Braziliense, Jornal de Brasília, Rádio Nacional e, atualmente na Rádio Cultura. Foto de Tayla Lorrana.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Celso Araujo: noite dissolvida

Celso Araujo é jornalista, escritor, dramaturgo, ator, compositor, cantor, performer. O conheci na redação do jornal Correio Braziliense, em Brasília, onde também trabalhava, em meados dos anos 1970. Saí definitivamente da Capital Federal em 1990. A maioria dos meus amigos..., gente da imprensa, artistas de teatro, cinema, literatura, música, artes gráficas e plásticas..., responsável pela base cultural da capital e suas satélites, continuou firme ali, defendendo seus caros alicerces no DF. Alguns já se foram do planeta, mas outros, feito ele, que reencontrei na rede FB, seguem por lá, alertas e fortes, em defesa da cultura brasiliense, com suas cores candangas e vivacidade brasileira!

Desde novembro de 2013, Celso Araujo mantém o interessante blog literário poesia-parque, onde publica seus catárticos poemas, crônicas e críticas teatrais. É deste blog, geralmente ilustrados por suas próprias fotos, que pincei os sete poemas que estou postando, um ao dia, aqui no Falas ao Acaso. Você que já conheceu o pai gigante e finalizando a gosto e desolamento e passa/primavera/passa e respirandoGullar, hoje mergulha na noite dissolvida, publicado no domingo, 15 de janeiro de 2017.


               
noite dissolvida
celso araujo

a noite abafada me constrange
a lua que se esconde entre árvores
raio que se quebra escândalo no ar
mas não traz a chuva da benção
preciso amar a margem do precipício
e não jogar-me desaforadamente
mas abraçar sua pedra a terra
e não olhar o abismo inclemente
fazer isso praticar o exercício
como uma cilada para enganar
todo o terror que esse princípio
representa e não me pergunte
que princípio é esse pois nem sei
nem consegui que caísse do éter
ou o prana me soprasse aos ouvidos
mas qual a razão de não estares bem
perguntas são as mais cretinas vozes
que ouço enquanto psicografo o grave
que soa como avião antes do voo
mas não é avião é computador zoando
mas que não sou são isso é a dor
que disse a uma mulher ser feliz e
vejo que não sou não fui não serei
a outra perguntei você não notou
mas sou ansioso e o pânico me pune
e ela de pronto ah notei sim ahahaha
e isso não importa pois me basta
a ausência de mim mesmo ao meu
lado guardado interior e ventilado
não tenho a força e a fera feroz
em meus domínios no horizonte
talvez as belas vozes de anjos respirando
perdidas cores perdidos pedidos
como se a ausência de deus fosse
aquele momento da fábula bíblica
em que és julgado e logicamente
condenado sem teres culpas mas
com a cuca congestionada de sons
sons falados de falas e falácias
fáceis de se jogar na vasta foz
do teu oceano como despacho
do teu íntimo como disfarce
da tua agonia como folia
do teu luto
da melancolia
das desavenças
entre ti e mim
armistício     

*
foto de celso araujo



Celso Araujo nasceu no Maranhão em 1954. Chegou a Brasília em 68. Estudou Psicologia, sem terminar, e também Comunicação. Trabalhou nos jornais Correio Braziliense, Jornal de Brasília, Rádio Nacional e, atualmente na Rádio Cultura. Foto de Tayla Lorrana.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Celso Araujo: Respirando Gullar

Celso Araujo é jornalista, escritor, dramaturgo, ator, compositor, cantor, performer. O conheci na redação do jornal Correio Braziliense, em Brasília, onde também trabalhava, em meados dos anos 1970. Saí definitivamente da Capital Federal em 1990. A maioria dos meus amigos..., gente da imprensa, artistas de teatro, cinema, literatura, música, artes gráficas e plásticas..., responsável pela base cultural da capital e suas satélites, continuou firme ali, defendendo seus caros alicerces no DF. Alguns já se foram do planeta, mas outros, feito ele, que reencontrei na rede FB, seguem por lá, alertas e fortes, em defesa da cultura brasiliense, com suas cores candangas e vivacidade brasileira!

Desde novembro de 2013, Celso Araujo mantém o interessante blog literário poesia-parque, onde publica seus catárticos poemas, crônicas e críticas teatrais. É deste blog, geralmente ilustrados por suas próprias fotos, que pincei os sete poemas que estou postando, um ao dia, aqui no Falas ao Acaso. Você que já conheceu o pai gigante e finalizando agosto e desolamento e passa/primavera/passa, hoje, num sopro atordoante, o sente respirando Gullar, nesta bela homenagem ao grande poeta Ferreira Gullar (10.9.1930-4.12.2016), publicado no sábado, 10 de dezembro de 2016.


                 
respirando Gullar
celso araujo

não sou antropófago
não vou pois engolir Gullar
nem devorar seus escritos
como seria pós-moderno
sei apenas que ao saber do
seu passamento e travessia
do corpo suplicante por respirar
então ao saber do passamento
estampado na página digital
pensei em algum lúmen fósforo
aceso na noite dominada de chuva
ouvi os sinos marítimos no quintal
verdejante de palmeiras da ilha barroca
de bondes e do antes de balbuciar sim
versos renegados nos jornais de crianças
búzios expostos na praia sem hospedeiros
trajetos rastejantes sonoros ataques em mim
como fruta mais que madura na terrina
pai mãe e irmãos na cozinha e alguns mais
os rios Bacanga e Anil barcas jangadas
algo ferve no jogo estalante atalhante
pegar o jornal para pisar em brasas
biografia interessa a outros escaninhos
e a per alta poesia essa é pulsântica
dentro das paredes em que se ouve
rajadas rasgadas pelo mundo
istmo do mistério do rio e do
murmúrio do oceano aqui e
alhures
ferro em fogo ferreiro
Gul gaivota
Lar el mar sim e não

*
foto de Ferreira Gullar - arquivo CPDoc Jornal do Brasil


Celso Araujo nasceu no Maranhão em 1954. Chegou a Brasília em 68. Estudou Psicologia, sem terminar, e também Comunicação. Trabalhou nos jornais Correio Braziliense, Jornal de Brasília, Rádio Nacional e, atualmente na Rádio Cultura. Foto de Tayla Lorrana.

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Celso Araujo: passa/ primavera/ passa

Celso Araujo é jornalista, escritor, dramaturgo, ator, compositor, cantor, performer. O conheci na redação do jornal Correio Braziliense, em Brasília, onde também trabalhava, em meados dos anos 1970. Saí definitivamente da Capital Federal em 1990. A maioria dos meus amigos..., gente da imprensa, artistas de teatro, cinema, literatura, música, artes gráficas e plásticas..., responsável pela base cultural da capital e suas satélites, continuou firme ali, defendendo seus caros alicerces no DF. Alguns já se foram do planeta, mas outros, feito ele, que reencontrei na rede FB, seguem por lá, alertas e fortes, em defesa da cultura brasiliense, com suas cores candangas e vivacidade brasileira!

Desde novembro de 2013, Celso Araujo mantém o interessante blog literário poesia-parque, onde publica seus catárticos poemas, crônicas e críticas teatrais. É deste blog, geralmente ilustrados por suas próprias fotos, que pincei os sete poemas que estou postando, um ao dia, aqui no Falas ao Acaso. Você que já conheceu o pai gigante e finalizando a gosto e desolamento, hoje se deixa levar pelas estações e se embriaga com passa/primavera/passa, publicado na quinta-feira, 27 de outubro de 2016.


                 
passa/ primavera/ passa
celso araujo

asas de mariposas caídas na pia
árvore caída pela queda de águas
britadeiras e latidos e insetos do poste
desde sobre vindo do alto me poupem
e afastem-se da janela da sala da cela
primavera é extravagância da insensatez
profusão de pragas do agito descomunal
de cigarras de frutas esmagadas no asfalto
de carros estacionados numa mesma casa
comemorando o aniversário do proprietário
música alta crianças algo enlouquecidas e
mães e pais de bermudas a mostrar para
os pimpolhos dos condomínios nobres os
morcegos na mangueira olhem meninos
aponta o pai ou tio ou amigo e surpresa
geral e próprio eu que moro no conjunto
nunca soube de morcegos pendurados no
maltratado passeio da calçada destituída
sob árvores cheirosas em sachês de flor
acima dos telhados o meu avião passacaglia

*
foto de Tayla Lorrana: a criatura por ser.2012


Celso Araujo nasceu no Maranhão em 1954. Chegou a Brasília em 68. Estudou Psicologia, sem terminar, e também Comunicação. Trabalhou nos jornais Correio Braziliense, Jornal de Brasília, Rádio Nacional e, atualmente na Rádio Cultura. Foto de Tayla Lorrana.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Celso Araujo: desolamento

Celso Araujo é jornalista, escritor, dramaturgo, ator, compositor, cantor, performer. O conheci na redação do jornal Correio Braziliense, em Brasília, onde também trabalhava, em meados dos anos 1970. Saí definitivamente da Capital Federal em 1990. A maioria dos meus amigos..., gente da imprensa, artistas de teatro, cinema, literatura, música, artes gráficas e plásticas..., responsável pela base cultural da capital e suas satélites, continuou firme ali, defendendo seus caros alicerces no DF. Alguns já se foram do planeta, mas outros, feito ele, que reencontrei na rede FB, seguem por lá, alertas e fortes, em defesa da cultura brasiliense, com suas cores candangas e vivacidade brasileira!

Desde novembro de 2013, Celso Araujo mantém o interessante blog literário poesia-parque, onde publica seus catárticos poemas, crônicas e críticas teatrais. É deste blog, geralmente ilustrados por suas próprias fotos, que pincei os sete poemas que você acompanha, um ao dia, aqui no Falas ao Acaso. Você que já conheceu o pai gigante e finalizando agosto, hoje vai saber o que ele tem a dizer sobre o desolamento, publicado na quinta-feira, 15 de setembro de 2016.


                 
desolamento
celso araujo

a desolação
de um sujeito
derramado debaixo da árvore
de jamelão
nunca saberei a locução certa dessa árvore
pra mim erariam azeitonas
os pássaros bicando os pés do senhor
carros de som panelas lençóis motores
e assim transita a manhã de sombras
isto é a manhã atemporal de cerrados queimando
é minha a desolação e um humano está ali por si
mesmo imaginado e com trilha
sonora do pássaro que canta
em escrita musical que não tem igual
nesse mundo e nunca decifrarei
mas ele canta o pássaro pequeno
a ave mais oculta entre os galhos
a angústia mais desgastada nas
folhas que cobrem minha pele
e a do sujeito que dorme debaixo
da sombra da vegetação do existir
ele existe eu não existo o dito está
desfeito e o que parecia tão direito
tudo mentira da minha mente fora
dessintonia e dentro da agonia nós

*
foto de celso araujo


Celso Araujo nasceu no Maranhão em 1954. Chegou a Brasília em 68. Estudou Psicologia, sem terminar, e também Comunicação. Trabalhou nos jornais Correio Braziliense, Jornal de Brasília, Rádio Nacional e, atualmente na Rádio Cultura. Foto de Tayla Lorrana.

domingo, 29 de janeiro de 2017

Celso Araujo: finalizando a gosto

Celso Araujo é jornalista, escritor, dramaturgo, ator, compositor, cantor, performer. O conheci na redação do Correio Braziliense, em Brasília, onde também trabalhava. Segui por caminhos outros e ele, assim como a maioria dos meus amigos da imprensa e artistas de teatro, cinema, literatura, música e artes plásticas, responsáveis pela base cultural da capital do Brasil, se mantiveram firmes, defendendo seus caros alicerces no DF. Alguns amigos já se foram do planeta, mas outros, feito ele, que reencontrei na rede FB, continuam por lá, firmes e fortes, em defesa da cultura e da arte brasiliense, candanga, brasileira!

Celso Araujo mantém, desde novembro de 2013, o seu blog literário poesia-parque onde publica seus catárticos poemas, crônicas e críticas teatrais poéticas e, esporadicamente, algum relevante autor. É de seu interessante blog que pincei os sete poemas que estou postando, um ao dia, aqui no Falas ao Acaso. Ontem você conheceu o belíssimo pai gigante..., hoje o lê intenso em finalizando a gosto, de 30 de agosto de 2014.


               
finalizando a gosto
celso araujo

finas linhas de palha queimada, passagem de horas
que se calam e performam pelos minutos banais
tramas desesperadas, truques no olhar andante
processo complicado demais pra explicar
ou palavras de menos no cérebro oxigênio
no acordar domingo, banho-perigo, roupa a vestir,
sair para encontro, conversas, nada de conversas
ao lado de corpos carbonizados, ali no acidente.

sem micro-ondas no extradia, no extravio de dívidas
na mesa de mármore suspensa, pernas paredes
papéis do imposto de renda à conta de luz.
livros lidos livres de suas letras, lividosos.
quebrar padrões, insinua o filme de segunda,
e para se livrar das imagens – escravizadamania -
estalos de elegância, silêncio, sopros, sonhos
e estética extasiada elegia de onde viés a luz.
recomenda-se não tocar nas feridas sem luvas.
afaste-se o que sequer sabe da compaixão.
exausto, por que, se nada fizeste?
deixaste que o dia se contraísse em calafrios
e nas copas das árvores cruzadas em galhos.
pensavas assim: só tu vês o cipreste de van gogh
exposto a essa hora, como a barbárie da história
- essa história descartável, espúria, fagulha –
ora, bolas, és somente o que se finda em agosto:
quedas, demolições, vórtices homicidas, óbvianoite.
ousa, alça uma ideia de asa, pisa as calçadas,
uma nuvem descalça, uma memória calcinada,
sustenta nos ombros a sombra, deleta o fardo
e não te negues a dormir, sonhar através
do lance de dados demências dançantes.

*
ilustração/foto de celso araujo


Celso Araujo nasceu no Maranhão em 1954. Chegou a Brasília em 68. Estudou Psicologia, sem terminar, e também Comunicação. Trabalhou nos jornais Correio Braziliense, Jornal de Brasília, Rádio Nacional e, atualmente na Rádio Cultura. Foto de Tayla Lorrana.

sábado, 28 de janeiro de 2017

Celso Araujo: pai gigante

Celso Araujo é jornalista, escritor, dramaturgo, ator, compositor, cantor, performer. O conheci na redação do jornal Correio Braziliense, em Brasília, onde também trabalhava, em meados dos anos 1970. Saí definitivamente da Capital Federal em 1990. A maioria dos meus amigos..., gente da imprensa, artistas de teatro, cinema, literatura, música, artes gráficas e plásticas..., responsável pela base cultural da capital e suas satélites, continuou firme ali, defendendo seus caros alicerces no DF. Alguns já se foram do planeta, mas outros, feito ele, que reencontrei na rede FB, seguem por lá, alertas e fortes, em defesa da cultura brasiliense, com suas cores candangas e vivacidade brasileira!

Desde novembro de 2013, Celso Araujo mantém o interessante blog literário poesia-parque, onde publica seus catárticos poemas, crônicas e críticas teatrais. É deste blog, geralmente ilustrados por suas próprias fotos, que pincei os sete poemas que começo a postar, um ao dia, no Falas ao Acaso. Começo com o belíssimo pai gigante..., publicado na quarta-feira, 13 de novembro de 2013.


                 
pai  gigante
celso araujo

Sou de um tempo
Em que se limpava os óculos com o cuspe
E ao lado da máquina de costurar, senhoras
Montavam roupas, mascavam e murmuravam
ao lançar tabaco mastigado na escarradeira esmaltada,
sem perder os dedais dos dedos.
Sou tão antigo que acordei  vários dias com
Os olhos  mascarados de remelas:
Estava cego até que a mulher mãe
Vinha com um algodão úmido e cálido
E abria as pálpebras aflitas.
Sou aflito como múmias que mourejam
Em cavernas nunca descobertas.
Bebia água no mesmo copázio de meu pai;
Todos bebiam no mesmo copo de alumínio areado.
E em seus pratos de cerâmica, como espelhos,
Viam o mesmo rosto de um passado,
Um é a cara do outro, tempos de pessoas perdidas.
Pai gigante, há um século soterrado nas tábuas
Da casa de mulheres cantoras e choronas...
Descoberto entre escombros de uma tarde
Ainda com vida; ele ....estrelas caindo no telhado

*
ilustração de joba tridente.2017 



Celso Araujo nasceu no Maranhão em 1954. Chegou a Brasília em 68. Estudou Psicologia, sem terminar, e também Comunicação. Trabalhou nos jornais Correio Braziliense, Jornal de Brasília, Rádio Nacional e, atualmente na Rádio Cultura. Foto de Tayla Lorrana.

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